
domingo, 7 de março de 2010
Eartha Kitt – C´est si bon!
C'est si bon,
De partir n'importe où,
Bras dessus bras dessous,
En chantant des chansons,
C'est si bon,
De se dire des mots doux,
De petit rien du tout,
Mais qui en disent long.
En voyant notre mine ravie
Les passants dans la rue, nous envient
C'est si bon,
De guetter dans ses yeux
Un espoir merveilleux
Qui donne le frisson
C'est si bon
Cette petite sensation
ça vaut mieux qu'un million
C'est tellement tellement bon
Hum, c'est bon
Voilà c'est bon
Les passants dans la rue
Bras dessus bras dessous
En chantant des chansons
Quel espoir merveilleux
Hum, c'est bon
Je cherche un millionnaire
Avec des grands "Cadillac car"
"Mink coats"
Des bijoux
Jusqu'au cou, tu sais
Hum, c'est bon
Cette petite sensation
Ou peut-être quelqu'un avec un petit yacht, non ?
Ah C'est bon
C'est bon, C'est bon
Vous savez bien que j'attends quelqu'un
qui pourrait m'apporter beaucoup de lutte(?) (is it an english
word, I don't know, if she said "lutte" (french : fight,
struggle).
Ce soir, demain, la semaine prochain(e)
N'importe quand
Hum, c'est bon
C'est bon
Il sera très crazy, non ?
Voilà, c'est tellement bon !

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Cachorrinho Manco
Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes 'a venda. "Entre 30 e 50 dólares", respondeu o dono da loja.
O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
- "Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?"
O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.
Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:]
- "O que é que ha com ele?"
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar. O menino se animou e disse:
- "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!"
O dono da loja respondeu:
- "Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente."
O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse:
- "Eu não quero que você o de para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, ate completar o preço total."
O dono da loja contestou:
- "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos."
Ai', o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calca para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar.
Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
- "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."
O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
- "Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?"
O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.
Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:]
- "O que é que ha com ele?"
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar. O menino se animou e disse:
- "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!"
O dono da loja respondeu:
- "Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente."
O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse:
- "Eu não quero que você o de para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, ate completar o preço total."
O dono da loja contestou:
- "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos."
Ai', o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calca para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar.
Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
- "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."

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Link de Ponto Cruz
Neste site você digita qualquer palavra e ele automaticamente gera um gráfico para você como o meu acima com o nome da minha Maravilhosa.
Vale a pena conferir e guardar para uma emergência.

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sábado, 6 de março de 2010
Árvore dos Problemas
Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro
foi bem difícil.
O pneu do seu carro furou.
A serra elétrica quebrou.
Cortou o dedo.
E ao final do dia,
o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro
ofereceu uma carona para casa.
Durante o caminho,
o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa,
o carpinteiro
convidou o homem para entrar
e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente,
o carpinteiro parou
junto a uma pequena árvore
e gentilmente tocou
as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa,
o carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso,
e ele abraçou os seus filhos
e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde,
o carpinteiro acompanhou
a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore,
o homem perguntou:
- Porque você tocou na planta
antes de entrar em casa ?
- Ah! esta é a minha
Árvore dos Problemas
- Eu sei que não posso evitar ter problemas
no meu trabalho,
mas estes problemas não devem
chegar até os meus filhos e minha esposa.
- Então, toda noite,
eu deixo os meus problemas
nesta Árvore quando chego em casa,
e os pego no dia seguinte.
- E você quer saber de uma coisa
- Toda manhã, quando eu volto
para buscar os meus problemas,
eles não são nem metade
do que eu me lembro
de ter deixado na noite anterior.
O primeiro dia do carpinteiro
foi bem difícil.
O pneu do seu carro furou.
A serra elétrica quebrou.
Cortou o dedo.
E ao final do dia,
o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro
ofereceu uma carona para casa.
Durante o caminho,
o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa,
o carpinteiro
convidou o homem para entrar
e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente,
o carpinteiro parou
junto a uma pequena árvore
e gentilmente tocou
as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa,
o carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso,
e ele abraçou os seus filhos
e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde,
o carpinteiro acompanhou
a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore,
o homem perguntou:
- Porque você tocou na planta
antes de entrar em casa ?
- Ah! esta é a minha
Árvore dos Problemas
- Eu sei que não posso evitar ter problemas
no meu trabalho,
mas estes problemas não devem
chegar até os meus filhos e minha esposa.
- Então, toda noite,
eu deixo os meus problemas
nesta Árvore quando chego em casa,
e os pego no dia seguinte.
- E você quer saber de uma coisa
- Toda manhã, quando eu volto
para buscar os meus problemas,
eles não são nem metade
do que eu me lembro
de ter deixado na noite anterior.

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sexta-feira, 5 de março de 2010
A Fábula do Rei e suas 4 Esposas
Era uma vez... um rei que tinha 4 esposas.
Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos.
Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua 2ª esposa.
Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino.
Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.
Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.
Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:
É, agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?
Então, ele perguntou à 4ª esposa:
Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.
Tristemente, o rei então perguntou para a 3ª esposa:
Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
Não!!!, respondeu a 3ª esposa.
A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.
O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.
Ele perguntou então à 2ª esposa:
Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?
Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! respondeu a 2ª esposa.
O máximo que eu posso fazer é enterrar você!
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.
Daí, então, uma voz se fez ouvir:
Eu partirei com você e o seguirei por onde você for... O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida...
Com o coração partido, o rei falou:
Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia...
Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas...
Nossa 4ª esposa é o nosso corpo.
Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos...
Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar...
E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego...
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos...
Então...
Cultive...
Fortaleça...
Bendiga...
Enobreça...
sua Alma agora!!!
É o maior presente que você pode dar ao mundo...
e a si mesmo.
Deixe-a brilhar!!!
Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos.
Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua 2ª esposa.
Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino.
Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.
Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.
Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:
É, agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?
Então, ele perguntou à 4ª esposa:
Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.
Tristemente, o rei então perguntou para a 3ª esposa:
Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
Não!!!, respondeu a 3ª esposa.
A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.
O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.
Ele perguntou então à 2ª esposa:
Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?
Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! respondeu a 2ª esposa.
O máximo que eu posso fazer é enterrar você!
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.
Daí, então, uma voz se fez ouvir:
Eu partirei com você e o seguirei por onde você for... O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida...
Com o coração partido, o rei falou:
Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia...
Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas...
Nossa 4ª esposa é o nosso corpo.
Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos...
Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar...
E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego...
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos...
Então...
Cultive...
Fortaleça...
Bendiga...
Enobreça...
sua Alma agora!!!
É o maior presente que você pode dar ao mundo...
e a si mesmo.
Deixe-a brilhar!!!

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DE ONDE VIRÁ O GRITO?
Num texto anterior introduzi o conceito de 'Ressentimentos Passivos '.
Para relembrar, lá vai um trecho: 'Você também é mais um (ou uma) dos que
preenchem seu tempo com ressentimentos passivos? Conhece gente assim?
Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo
ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que
horror'. Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'. Vêem a fila de
aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'. Assistem a uma quase pornografia
no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'. Assustam-se com os
ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto! Pois acho que precisamos
de uma transição 'neste país'. Do ressentimento passivo à participação ativa'.
Pois recentemente estive em Porto Alegre , onde pude apreciar atitudes com as
quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que
simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No
Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo
mundo cantando a letra!
'Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro / o
precursor da liberdade'.
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de
água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia
passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos
colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem.
Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou
acostumado. Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é
'comunidade'.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia
que São Paulo tem hino?
Pois é... Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os 'ressentimentos
passivos' se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de
'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do
Brasil? De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São
Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais
interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de
refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'. Cada um por si
e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de
habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm
essa 'liga'. A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os
gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação
que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda: '...Sirvam nossas façanhas, de modelo a
toda terra...'
Arnaldo Jabor
Enviado por Thaís Kieslarck Maciel.
Para relembrar, lá vai um trecho: 'Você também é mais um (ou uma) dos que
preenchem seu tempo com ressentimentos passivos? Conhece gente assim?
Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo
ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que
horror'. Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'. Vêem a fila de
aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'. Assistem a uma quase pornografia
no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'. Assustam-se com os
ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto! Pois acho que precisamos
de uma transição 'neste país'. Do ressentimento passivo à participação ativa'.
Pois recentemente estive em Porto Alegre , onde pude apreciar atitudes com as
quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que
simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No
Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo
mundo cantando a letra!
'Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro / o
precursor da liberdade'.
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de
água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia
passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos
colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem.
Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou
acostumado. Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é
'comunidade'.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia
que São Paulo tem hino?
Pois é... Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os 'ressentimentos
passivos' se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de
'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do
Brasil? De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São
Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais
interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de
refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'. Cada um por si
e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de
habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm
essa 'liga'. A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os
gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação
que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda: '...Sirvam nossas façanhas, de modelo a
toda terra...'
Arnaldo Jabor
Enviado por Thaís Kieslarck Maciel.

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