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sábado, 7 de agosto de 2010

Gorro Basic cinza em Tricot

Gorro cinza em Tricot
Gorro feito com fio de espessura média em cinza, pode ser feito em todas as cores da cartela abaixo:

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Bicos em crochet

Bicos em crochet








Download - Revista Punto e Moda n.15

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O Elefante e a Estaca

Quando eu era menino, adorava os circos, e o que mais gostava neles eram os animais. Para mim, e também para outros, como fiquei sabendo depois, era o elefante que chamava atenção. Durante o espetáculo, aquele animal enorme fazia uma demonstração de peso, tamanho e força descomunais... mas depois de sua apresentação e até pouco antes de voltar ao picadeiro, o elefante ficava amarrado por uma das patas com uma corrente presa numa pequena estaca cravada no chão.

A estaca era um minúsculo pedaço de madeira enterrado uns poucos centímetros no solo. E, embora a corrente fosse grossa e resistente, eu achava que era óbvio esse animal, capaz de arrancar uma árvore pela raiz com sua força, poder fugir facilmente, puxando a estaca do chão.

O mistério é evidente:

O que faz com que ele fique, então?

Por que não foge?

Quando tinha cinco ou seis anos, ainda confiava na sabedoria dos adultos. Perguntei, então, a algum professor, algum pai ou algum tio sobre o mistério do elefante. Um deles me explicou porque o elefante era amestrado.

Então, fiz uma pergunta óbvia:

- Se é amestrado, por que o acorrentam?

Não me lembro de nenhuma resposta coerente.

Com o tempo, esqueci o mistério do elefante e da estaca... e só me lembrava quando me encontrava com outros que também tinham a mesma dúvida.

Há alguns anos conheci, felizmente, alguém que tinha sido sábio o bastante para encontrar uma resposta: O elefante do circo não foge porque sempre esteve preso a uma estaca parecida a essa desde que era muito, muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o recém-nascido à estaca.

Tenho certeza de que naquele momento o elefantinho empurrou, puxou e suou, procurando soltar-se. E, apesar de tanto esforço, não conseguiu.

A estaca certamente era muito forte para ele.

Poderia jurar que ele dormiu, cansado, e que no dia seguinte tentou de novo, e também no dia seguinte, e no seguinte...

Até que um dia, um terrível dia para a sua história, o animal aceitou sua impotência e resignou-se ao seu destino.

Esse enorme e poderoso elefante que vemos no circo não escapa porque acha – coitado – que NÃO PODE.

Ele tem o registro e a lembrança da sua impotência, daquela impotência que sentiu logo depois de nascer.

E o pior de tudo é que nunca mais voltou a questionar seriamente esse registro.

Jamais... jamais... tentou pôr sua força outra vez à prova.



- É isso aí, Demián. Todos somos um pouco como esse elefantinho do circo: vamos pelo mundo amarrados a muitas estacas que nos tiram a liberdade. Vivemos acreditando que “não podemos” um montão de coisas, simplesmente porque alguma vez, quando éramos criancinhas, provamos e não pudemos. Fizemos, então, o que o elefante fez: gravamos em nossa memória: NÃO POSSO... NÃO POSSO E NUNCA PODEREI.

- Crescemos carregando essa mensagem que nos impusemos e nunca mais voltamos a tentar. No máximo, de vez em quando, sentimos os grilhões, fazemos soar as correntes ou olhamos para a estaca pelo canto do olho e confirmamos o estigma: NÃO POSSO E NUNCA PODEREI!!!

Jorge fez uma longa pausa; depois se aproximou, sentou-se no chão na minha frente e continuou:

- Isto é o que acontece com você, Demi. Você vive condicionado pela lembrança de outro Demián, que já não existe, não conseguiu. A única maneira de saber se você agora pode é tentar novamente, pondo todo o seu coração...

TODO O SEU CORAÇÃO ...



Extraído de:

“Deixa eu te contar uma história ... contos que me ensinaram a viver”

Jorge Bucay – Editora Planeta

Amor de Pai

Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do Coelho Pai. Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai estava ouvindo e disse:
- Adivinha quanto eu te amo?
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isso! Disse o Coelhinho, esticando seus bracinhos o máximo que podia.
Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto !
Huuum, isso é um bocado, pensou o Coelhinho e disse:
- Eu te amo toda a minha altura.
- E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai.

Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter os braços compridos assim. Então o Coelhinho teve uma boa idéia. Ele se virou de ponta cabeça, apoiando as patinhas na árvore.
- Eu te amo até as pontas dos dedos de meus pés!
- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés - disse o Coelho Pai balançando o filho no ar.
- Eu te amo a altura de meu pulo! - riu o Coelhinho saltando, para lá e para cá.
- E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.
- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.

É uma bela distância, pensou o Coelhinho. Ele estava sonolento demais para continuar pensando. Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite. Nada podia ser maior do que o Céu.
- Eu te amo ATÉ A LUA! - disse ele, fechou os olhos e dormiu.
- Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo!

O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então se inclinou para lhe dar um beijo de Boa Noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...IDA E VOLTA !

Download - Livro O Homem que Calculava

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As proezas matemáticas do calculista persa Beremiz Samir - o Homem que Calculava - tornaram-se lendárias na antiga Arábia, encantando reis, poetas, xeques e sábios. Neste livro, Malba Tahan relata as incríveis aventuras deste homem singular e suas soluções fantásticas para problemas aparentemente insolúveis.

Com certeza um livro fantástico, cheio de desafios intrigantes, que vão encantar e prender a atenção do leitor. Recomendo muito a leitura desse livro!!!

Ponto Cruz:The girls

Ponto Cruz:The girls






Download - Revista Ponto Cruz - Iniciais

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Download - Revista Pintura e barrados em Crochet - com cantos

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Patch Baby

Patch Baby

Pais e Filhos

Ser criança é algo... algo... algo... “fascinante”!?!!

Havia na revista "Pais e Filhos", um espaço do famoso Pedro Block, de coisas engraçadas que as crianças diziam. Veja aqui como é verdade...


Uma menina estava conversando com a sua professora.

A professora dizia que era fisicamente impossível uma baleia engolir um ser humano porque, apesar de ser um mamífero muito grande, sua garganta era muito pequena.

A menina afirmava que Jonas havia sido engolido por uma baleia.

Irritada, a professora repetia que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.

A menina, então disse:

— Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas.

A professora lhe perguntou:

— E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?

A menina respondeu:

— Então é a senhora que vai lhe perguntar.


Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando. Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada criança. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava.

A menina respondeu:

— Estou desenhando Deus.

A professora parou e disse:

— Mas ninguém sabe como é Deus.

Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:

— Saberão dentro de um minuto.



Uma professora de escola bíblica estava discutindo os dez mandamentos com seus pupilos de 5 e 6 anos. Depois de explicar o mandamento de "honrar pai e mãe", perguntou:

— Tem algum mandamento que nos ensine como tratar os nossos irmãos e irmãs?

Um menino, o mais velho de sua família respondeu:

— Não matarás!



Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luis Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.

— E como aconteceu isso? – perguntou a mãe, assustada.

— Não foi fácil, admitiu a pequena senhorita, mas três meninas me ajudaram a segurá-lo.



Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura. Olhou para sua mãe e lhe perguntou:

— Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?

A mãe respondeu:

— Bem, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me deixa triste, um fio de meus cabelos fica branco.

A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:

— Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?



Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo.

— Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e ao olharem a fotografia possam comentar... ali está Catarina, é advogada ou, também, este é o Miguel e agora ele é médico.

Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:

— E ali está a professora. Já morreu.

Para o bebê 1




Pedro, o Homem da Flor... - Stanislaw Ponte Preta

Quando anoitece, Pedro pega a sua clássica cestinha, enche de flores, cujas hastes teve o cuidado de enrolar em papel prateado, e sai do barraco rumo à Copacabana, onde fica até alta madrugada, entrando nos bares - em todos os bares, porque Pedro conhece todos - vendendo rosas.

Quando a cesta fica vazia, Pedro conta a féria e vai comer qualquer coisa no botequim mais próximo. Depois volta para casa como qualquer funcionário público que tivesse cumprido zelosamente sua tarefa, na repartição a que serve.

Conversei uma vez com Pedro - o homem da flor. Já o vinha observando quando era o caso de estar num bar em que ele entrava. Vira-o chegar e dirigir-se às mesas em que havia um casal. Pedia licença e estendia a cesta sobre a mesa. Psicologia aplicada, dirão vocês, pois qual homem que se nega a oferecer flor à moça que o acompanha, quando se lhe apresenta a oportunidade? Sim, talvez Pedro seja um bom psicólogo mas, mais que isso, é um romântico. Quando o homem mete a mão no bolso e pergunta quanto custa a flor, depois de ofertá-la à companheira, Pedro responde com um sorriso:

- Dá o que o senhor quiser, moço. Flor não tem preço.

Como eu ia dizendo, conversei uma vez com Pedro e, desse dia em diante, temos conversado muitas vezes. Ele sabe de coisas. Sabe, por exemplo, Que a rosa branca encanta as mulheres morenas, enquanto as louras, invariavelmente, preferem rosas vermelhas. Fiel às suas observações, é incapaz de oferecer rosas brancas às mulheres louras, ou vice versa. Se entra num bar e as flores de sua cesta são todas de uma só cor, não coincidindo com o gosto comum às mulheres presentes, nem chega a oferecer sua mercadoria. Vira as costas e sai em demanda de outro bar, onde estejam mulheres louras, ou morenas, se for o caso.

O pequeno buquê de violetas - quando as há - é carinhosamente arrumado pelas suas mãos grossas de operário, assim como também as hastes prateadas das rosas. Saibam todos os que se fizeram fregueses de Pedro - o homem da flor - que aquele papel prateado artisticamente preso na haste das rosas e que tanto encantava as moças foi antes um comum papel de maços de cigarros vazios, que o próprio Pedro recolheu por aí, nas suas andanças pela madrugada.

Sei que Pedro ama sua profissão, tira dela o seu sustento, mas acima de tudo esforça-se por dignificá-la. Não vê que seria um mero mercador de flores!

Lembro-me da vez em que, entrando pelo escuro do bar, trouxe nas mãos a última rosa branca para a moça morena que bebia calada entre dois homens. Quando os três levantaram a cabeça ante a sua presença, pudemos notar - eu, ele e as demais pessoas presentes - que a moça era linda, de uma beleza comovente, suave, mas impressionante.

Pedro estendeu-lhe a rosa sem dizer uma palavra e, quando um dos rapazes quis pagar-lhe, respondeu que absolutamente era nada. Dava-se por muito feliz por Ter tido a oportunidade de oferecer aquela flor à moça que lá estava. E sem ousar olhar novamente pra ela, e disse:

- Mais flores eu daria se mais flores eu tivesse!

Assim é Pedro - o homem da flor.

Discreto, sorridente e amável, mesmo na sua pobreza. Vende flores quase sempre e oferece flores quando se emociona. Foi o que aconteceu na noite em que, mal chegado à Copacabana, viu o povo que rodeava o corpo do homem morto, vítima de um mal súbito. Só depois que soube que Pedro o conhecia do tempo em que era porteiro de um bar no Lido. Na hora não. Na hora ninguém compreendeu, embora todos se comovessem com seu gesto, ali abaixado a colocar todas as suas flores sobre as mãos do homem morto. Pois foi o que Pedro fez, voltando em seguida para a sua favela do Esqueleto.

Naquela noite, não trabalhou.

Download - Revista Tricot n.18

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Download - Livro Maria Madalena e O Santo Graal

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Quem foi Maria Madalena e qual terá sido, afinal, o seu verdadeiro papel na vida de Jesus? Um dos livros que inspiraram Dan Brown a escrever O Código Da Vinci, MARIA MADALENA E O SANTO GRAAL oferece uma extraordinária interpretação do fascinante mistério em torno dessa figura bíblica, reforçando a teoria de outros estudiosos: ela era a esposa de Jesus, a mulher que se ajoelhou diante dele com o vaso de alabastro do qual retirou o precioso bálsamo para ungir-lhe os pés. Madalena, sugere Margaret Starbird, é o Santo Graal, o oculto cálice sagrado que guardava a linhagem de Jesus? a filha que ela levava no ventre quando fugiu de Israel após a crucificação do marido. Ao deixar que o estigma de prostituta pairasse sobre Madalena durante séculos, a corrente ortodoxa da Igreja, segundo Starbird, sufocou impiedosamente o princípio feminino em nossa civilização enquanto apagava as referências históricas sobre a esposa de Cristo. Evidências desse fato, bem como das várias tentativas de restaurar o equilíbrio perdido, estão presentes na história, nas artes, na literatura, nos simbolismos medievais e na mitologia.

Download - Revista Japonesa Tricot

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Ponto Cruz - Cottage



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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Download - Revista Roupas para cães em Tricot

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O SONHO DAS TRÊS ÁRVORES

Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas, disse:

" Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros, para tal até me disponho a ser cortada."

A Segunda olhou para o riacho e suspirou:

" Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas."

A terceira árvore olhou o vale e disse:

"Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus."

Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores, e cortaram as três árvores. Todas ansiosas em serem transformadas naquilo com que sonhavam.
Mas o destino parecia não compactuar com os seus sonhos!

A primeira árvore acabou se transformando num cocho de animais coberto de feno.
A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.
A terceira mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em altas vigas e colocada de lado em um depósito.

E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:

" Para que isso?"

Mas numa certa noite, cheia de luz e estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu neném recém-nascido naquele cocho de animais.
E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.

A Segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem se levantou e disse: " PAZ " !
E num relance, a Segunda árvore entendeu que estava carregando o rei dos céus e da terra.

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo sentiu-se horrível e cruel.
Mas, logo no Domingo o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para a salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.

______________

As árvores haviam tido sonhos...

Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado.

Aprendamos a ouvir o sonho que Deus sonha secretamente dentro de nossas almas, pois na sua realização estará o supremo sentido de nossa existência!

(autor desconhecido)

Download - Livro O Corcunda de Notre-Dame

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Victor Hugo foi o maior poeta romântico da França e um dos seus maiores prosadores. Produziu várias obras-primas, entre elas o romance medieval O Corcunda de Notre Dame (1831).A história é centrada na tragédia do corcunda Quasímodo e da cigana Esmeralda. É no interior da grande catedral gótica e nos labirintos das construções de Paris que se desenrola a terrível história de paixões impossíveis de seus personagens.Victor Hugo reuniu magistralmente em seu famoso romance religiosos e vagabundos, ciganos e nobres, padres e leigos - heróis e vilões. Com poderosa imaginação criadora, Hugo desperta em seu leitor as mais variadas emoções: do profano ao sagrado, do grotesco ao sublime.A história teve várias versões cinematográficas.

Download - Revista Phildar n.478

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Selo


Ganhei esse selo do Blog Janelas e Caminhos e fiquei muito feliz com a delicadeza, beijoaks.

A Arte de Ser Feliz - Cecília Mirelles

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse,não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

MAS, quando falo dessas pequenas felicidades, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Ponto Cruz - A turma da Mônica


Ponto Cruz - A turma da Mônica








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