Por ser indelével, toda lembrança constrói universos n´alma...
São mundos inexplicáveis, inextinguíveis, invioláveis.
Mundos dentro de mundos, dentro de mundos, dentro de nós.
Cosmos imateriais, intocáveis, inexplorados, intactos.
Por ser indelével, cada encontro com o amor planta jardins n´alma...
E incontáveis espécimes de florescências perpetuam-se pelo infinito de dentro.
Nunca se perdem, nunca murcham, nunca morrem...
De valor inestimável, de tons inatingíveis, de fé inabalável.
Por ser indelével, a saudade é a alegria do desejo de rever... Espera do ainda inatingível.
Por ser indelével, o amor é a certeza do sempre vislumbrar... Uma verdade sempre irrefutável.
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Vivemos interessantíssima realidade de sentidos e sentimentos como seres humanos.
De um lado o mundo dos sentidos, tangível, material.
De outro uma esfera imaterial, dos sentimentos, da alma, das virtudes e imperfeições.
Embora sejamos, em essência, Espíritos, isto é, nosso eu verdadeiro pertence à esfera intangível, vestimos um corpo material na Terra. E isso traz muitas consequências importantes.
Vestir-se de matéria, necessitando dela diariamente, sem deixar-se controlar por ela, é talvez o maior desafio para os seres que buscam nas vidas sucessivas a felicidade sonhada.
Entender que os bens da matéria são um meio e não um fim, é ainda complicado para a maioria no planeta.
Falar em bens da alma, nas conquistas verdadeiras, as que se levam realmente deste mundo, parece ainda um pouco distante para a grande massa.
Em função disso, ainda temos nos perdido como Humanidade, nas teias das necessidades materiais, das seduções do ter, do parecer e do enriquecer.
Porém, não há mais tempo. Já tivemos muitas chances de entender e o momento atual nos coloca em plenas condições de poder escolher melhor os caminhos a serem trilhados de agora em diante.
Sábios, mestres, estudiosos - muitos já nos apontaram a trilha mais segura. Muitos já entregaram suas vidas para nos fazer compreender, de uma vez por todas, o que nos traz aqui, encarnação após encarnação.
Não estamos a passeio. Não estamos por mero acaso.
Aqui voltamos, mais uma vez, para aprender a amar.
Sim, o dom supremo é o nosso maior objetivo. Tudo mais é acessório, é instrumento, é meio.
Uma vez conquistado, todo amor se torna parte de nossa alma para sempre. Não se apaga. É indelével.
Não perdemos as pessoas, não perdemos o amor que construímos com elas - nada que seja conquista verdadeira da alma se perde.