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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Estudo mostra que consumo regular de pipoca faz bem para a saúde



Pesquisas divulgadas nesta semana trouxeram boas notícias para quem gosta de chocolate e de pipoca - alimentos que já foram considerados vilões da boa forma. Um estudo mostrou que o consumo moderado e regular do alimento feito com cacau pode contribuir para o emagrecimento. Já comer pipoca todos os dias pode fazer bem à saúde. É o que indica uma pesquisa apresentada no último domingo (18) durante o encontro da Academia Americana de Química — maior sociedade científica do mundo-, divulgado pelo site da Revista Veja. Segundo o estudo conduzido pela Universidade de Scranton, na Pensilvânia, a pipoca tem uma concentração de polifenóis, um antioxidante benéfico à saúde, maior do que frutas e vegetais.




De acordo com a Veja, o estudo foi conduzido por Joe Vinson, pioneiro em analisar a composição de substâncias saudáveis em alimentos como chocolate e castanhas. Segundo ele, os polifenóis estão mais concentrados na pipoca porque o salgado tem somente 4% de água, aproximadamente. Em frutas e vegetais, a substância se dilui nos 90% de água que compõe esses alimentos.

O pesquisador descobriu ainda que a casca da pipoca – aquela parte mais escura, que às vezes fica presa entre os dentes – detém as maiores concentrações de polifenóis e de fibras.

Para a nutricionista Natália Barbosa, essa pesquisa vem descaracterizar a ideia que as pessoas fazem da pipoca: um alimento sem nutrientes e muito calórico. "A pesquisa mostra que a pipoca é um alimento saudável, que possui nutrientes importantes para a saúde do organismo humano pela elevada concentração de antioxidante, que auxilia na redução de riscos de doenças cardíacas, câncer, entre outras doenças. Mas deve-se levar em consideração que devemos ter uma alimentação saudável e equilibrada".

A nutricionista reforça que trocar a pipoca por frutas e vegetais não é uma boa opção. "As frutas, verduras e legumes são alimentos que possuem concentrações variadas e abundantes de vitaminas e minerais em uma única unidade. Vale a pena consumir a pipoca e também as frutas, verduras e legumes, ao invés de substituir um alimento pelo outro. Sempre lembrando que a alimentação quanto mais colorida e variada, mais saudável é para o organismo humano", afirma.


Fique de olho no preparo


Para proporcionar benefícios à saúde, a pipoca deve ser consumida de forma saudável. "É bom lembrar que a margarina e a manteiga não são indicadas porque saturam mais rápido que o óleo. Quanto mais saturada, pior para nossa saúde devido à gordura trans, que auxilia no aumento do colesterol “ruim”, o LDL, e a redução do colesterol “bom”, HDL", diz a nutricionista.


As pipocas preparadas com manteigas, margarinas, temperos prontos, bacon, queijos gordurosos são no mínimo 35% mais calóricas que as pipocas feitas com pouco óleo. 


foto: Reprodução


Pipoqueira elétrica em forma de pato
Opções saudáveis


Natália recomenda não adicionar grande quantidade de sal e temperos prontos, pois esses possuem concentrações de sódio que, em excesso, propicia hipertensão arterial, além de desencadear outras disfunções e doenças.


1- Sem óleo no micro-ondas


Coloque meia xícara de milho para pipoca em um saco de papel de pão, feche com fita adesiva, deixando um espaço inflado para caber a pipoca estourada. Ponha no micro-ondas e observe o tempo necessário de acordo com a potência de seu micro.


2- Em pipoqueira de fogão


Esqueça o modo de preparo que vem no saquinho do milho e coloque apenas uma colher de sopa de óleo para meia xícara (chá) de milho. Vale aquecer o óleo primeiro na panela e depois colocar o milho. Ele estoura mais rápido.


3 - Se for comprar a pipoca de micro-ondas opte pela natural, sem manteiga ou sem sabores.


4 - Existem pipoqueiras elétricas que não precisam utilizar o óleo para estourar o milho. É bem prático de fazer e sem gorduras.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Como funciona o refrigerante dentro do nosso corpo


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Arroz com feijão, tão brasileiro e tão saudável....

Arroz e feijão são uma combinação perfeita de proteínas vegetais


Em 2011, brasileiros consumiram mais de 12 milhões de toneladas dos dois.
Veja os benefícios da leguminosa e do cereal, os tipos e como prepará-los.
Do G1, em São PauloQuando você pensa em comida típica brasileira, lembra logo de quê? Provavelmente, do tradicional feijão com arroz. Só no ano passado, a população do país consumiu 3,5 milhões de toneladas de feijão e 8,7 milhões de toneladas de arroz.
A receita remonta ao tempo dos índios, depois dos escravos e permanece em alta até hoje. Do ponto de vista nutricional, a combinação é completa e traz mais benefícios à saúde junta do que separada. Isso porque, quando a pessoa consome uma leguminosa como o feijão com um cereal, no caso o arroz, o organismo consegue fazer a digestão de todas as vitaminas e proteínas vegetais.
O arroz é rico em uma proteína chamada lisina, enquanto o feijão contém muita metionina. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), um prato de arroz com feijão garante a absorção de mais de 80% dessas proteínas. Além disso, o arroz oferece carboidratos, vitaminas e minerais, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern e a nutricionista Sônia Tucunduva.
O Ministério sugere o seguinte consumo: uma parte de feijão para duas de arroz. O feijão tem carboidratos e é rico em fibras, vitamina B, ferro e cálcio. Já a feijoada, com a inclusão de embutidos como linguiça, joelho e outras partes do porco, torna o prato pouco saudável.

Benefícios do arroz
- É rico em vitaminas do complexo B
- Reduz o colesterol ruim
- Tem menos de 1% de gordura
- Faz bem ao coração e a outros músculos
- Melhora a pele, o sistema nervoso e o aparelho digestivo
- Contribui para o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas
- É bom para os olhosBenefícios do feijão
- É fonte de vitaminas B1, B2, B3 e B9
- É rico em proteínas e minerais (potássio, ferro, fósforo, cálcio, cobre, zinco e magnésio)
- Faz bem para o intestino
- Melhora o sistema nervoso
- Ajuda a crescer

Tipos de arroz
A dupla preferida dos brasileiros no dia a dia é o arroz polido, popularmente conhecido como branco, e o feijão carioca, com tom marrom claro e grãos menores.
O arroz branco perde vitaminas e minerais depois de descascado. Já o parboilizado, quando ainda está na casca, passa por um processo, sem agentes químicos, em que é imerso em água aquecida sob pressão e exposto ao vapor e à secagem. Desse procedimento, resulta um grão com mais nutrientes em relação ao arroz polido.
O arroz integral, por sua vez, não passa pela etapa de polimento, apenas a casca é retirada. Daí vem sua coloração mais escura, o gosto mais acentuado e a textura mais dura após o cozimento. O arroz integral é mais nutritivo que o tradicional, porque retém grande parte dos nutrientes que são eliminados no processo de polimento.
O arroz preto, cultivado na China há mais de 4 mil anos, é o mais rico em compostos benéficos à saúde, pois tem poder antioxidante, que previne o envelhecimento precoce. Contém 20% mais proteína e 30% mais fibra em relação ao arroz integral. Também tem menos gorduras e calorias.
Tipos de feijão
O feijão comum fornece, em cada 100 g, cerca de 350 calorias e até 24 gramas de proteínas. Diversas formas são cultivadas no mundo, mas poucos povos souberam tirar tanto proveito desse alimento como o brasileiro. A iguaria está presente na culinária de todos os estados, principalmente com o arroz, mas também com carnes, na forma de feijoada, sopas, caldos, baião de dois, acarajé, feijão tropeiro, dobradinha, salada, guisado, ensopado e tutu à mineira.
Feijão é o nome genérico para um grande grupo de plantas da família das leguminosas (Fabaceae), que tem como característica marcante a ocorrência do fruto do tipo legume, também conhecido como vagem. Nenhum feijão é melhor que outro e todos contêm ferro em proporções muito parecidas.
O feijão carioca é rico em proteína, zinco, ferro e cálcio, entre outros minerais. Tem esse nome porque suas listras lembram o calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro.
O feijão branco tem grãos grandes e, em sua composição, apresenta amido resistente, ideal para queimar gorduras. Já o preto ajuda a controlar o colesterol e a hipertensão arterial. É bastante consumido na Região Sul, no Espírito Santo e no Rio.
O feijão de corda, também conhecido como feijão-caupi ou fradinho, é fonte de proteína e energia, razão pela qual faz parte da dieta alimentar da população de muitos países subdesenvolvidos. O Brasil está entre os maiores produtores e consumidores mundiais.
Dicas
1 - Coma arroz e feijão diariamente: Não há problema em consumi-lo no almoço e no jantar, mas preste atenção ao tamanho da porção. A fibra do arroz e a do feijão reduzem o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e obesidade, além de contribuir para um melhor funcionamento do intestino.
2 - Não precisa lavar o arroz antes do cozimento: Esse trabalho é dispensável, já que o alimento será cozido. Também é importante lembrar que o arroz não é um prato principal, mas um complemento.
3 - Deixe o feijão de molho: Antes de prepará-lo, deixe-o de molho para reduzir o tempo de cozimento e os compostos (taninos, fitatos e oligossacarídeos) que diminuem a capacidade de digestão de certos alimentos e causam gases intestinais. Jogue a água do feijão fora e lave-o novamente.
4 - Para os fãs de feijoada, substitua a carne de porco pela carne seca magra: Dessa forma, você vai evitar o excesso de gordura do alimento, sem perder o sabor.


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