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O Gaúcho

Gaúcho é filho do pago
Que ama e zela esta terra
Fronteira, missões e serra,
Campanha e litoral,
Recantos do mesmo ideal,
Onde se vê o céu azul,
Os rios, a mata, a flechinha,
Mas tudo é chão farroupilha
Tudo é Rio Grande do Sul.

Gaúcho não é ser grosso
Ter botas, esporas e mango
Usar lenço chimango,
Atado frouxo ao pescoço,
E andar fazendo alvoroço,
Comprando qualquer parada,
Gaúcho é ser idealista,
Peleiar só por conquista
Em defesa da terra amada.

Gaúcho é nome e herança,
Que os bravos heróis nos legaram,
Que muito mal empregaram
Não compreendendo por certo
Gaúcho é altivo, esperto,
Espontƒneo, inteligente,
Respeitador bom amigo,
Mas quando encontra o perigo,
Costuma chegar de frente.

Quem foi Bento Gonçalves?
Quem foi David Canabarro?
Não foram estátuas de barro,
Nem pobres leigos sem eira
Quem foi Pinto Bandeira?
Eu nesses versos lhe digo,
Com altivez e estoicismo,
Foram a nata do gauchismo,
Do nosso Rio Grande amigo.

  (Ruben Sofildo da Silva)

O Valor de um artista



Qual o valor de um artista? Naturalmente, os músicos são muito apreciados porque, graças às suas composições e execuções primorosas, deliciamo-nos, enlevando a alma.

Os bailarinos nos encantam os olhos e a emoção. Os poetas arranjam fórmulas especiais para expressar aquilo que pode nos parecer simplesmente comum.

Sim, existe uma variedade enorme de artistas. Há os que fazem acrobacias, os que fazem rir, os que se equilibram em cordas bambas, os que se lançam no espaço, de um trapézio a outro.

Artistas e artistas. Mas, qual será o valor de um artista plástico, além de produzir uma obra de arte que conferirá beleza ou encanto a um local, exatamente como desejamos?

Pensando nisso, encontramos os dados de um brasileiro, Vik Muniz, residente nos Estados Unidos.

Ele usou a sua criatividade e de produtos descartados fez arte, ganhou prêmios, transformou vidas, modificou conceitos.

Tudo começou quando ele veio ao Brasil e conheceu, in loco, o aterro sanitário do Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Ele fotografou alguns dos que ali moravam e trabalhavam, na reciclagem do lixo. E, com o próprio lixo, criou imagens surpreendentes.

Um dos resultados foi ter um desses quadros vendido em leilão, em Londres.

Sebastião Santos, o Presidente da Associação, foi a Londres com o artista plástico. Chegou às lágrimas, quando a tela que o apresenta foi arrebatada por quase cem mil reais. Parte da renda reverteu em benefício da comunidade.
A parceria do artista com os trabalhadores do lixão, os depoimentos dos que ali residem, sem saneamento básico, em bolsões de miséria, resultaram em um documentário, intitulado Lixo extraordinário.
O filme ganhou dezoito prêmios internacionais. Em 2010, ganhou prêmios nos festivais de Sundance e Berlim. Em 2011, concorreu ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográfica de Hollywood, figurando entre os quinze documentários candidatos ao Oscar.

Acabou não ganhando a cobiçada estatueta, mas mudou a visão de mundo daqueles que se tornaram personagens dos quadros e do filme.

A câmera revela as montanhas de lixo, o ambiente desolador, em que seres humanos dividem a cena com urubus.

Quase cinco mil catadores vivem da reciclagem do lixo.

Mas, depois de sua experiência com a fotografia e as filmagens, sete desses catadores decidiram que não voltariam para o lixão.

Refizeram suas vidas, com outros propósitos.

E o filme, nessa coprodução Brasil e Reino Unido, serviu para que as autoridades voltassem os olhos para um local esquecido.

Em face disso, existem planos de desativação do lixão, com amparo aos atuais recicladores, em um grande projeto que deverá se estender até 2015.

Novos empregos, capacitação, amparo. Um novo panorama.

Nova visão de mundo. Tudo isso graças ao trabalho de um artista plástico. A arte servindo ao próximo.

Bendita criatividade! Bendita disposição de realizar o bem através da arte.

Bem ou Mal

Quando eu era criança adolescente, gostava de contemplar as águas
correntes do rio.
O Rio Rimac, que desce das montanhas geladas do Peru e desembarca
no Oceano Pacífico, passa próximo do colégio onde eu estudava.
Rimac significa "Rio Falador".


O nome era perfeito.
É um rio barulhento, especialmente na época das chuvas, que arrasta
muitas pedras.
Eu gostava daquele barulho.
Assim ninguém podia ouvir quando lia poesias em voz alta, tentando
aperfeiçoar a minha dicção.


Certo dia, retornando do rio, descobri no galho de um velho "sauce" , um
ninho de vespas.
Subitamente veio à minha mente a idéia de derrubar o ninho.


Provérbios 11.27 afirma: "Quem procura o bem alcança favor, mas ao que
corre atrás do mal, este lhe sobrevirá."
Aqui, eu aprendi que quem corre atrás do mal também o alcança.


Derrubar aquele ninho de vespas, evidentemente, não era nenhum bem.
Por inocente que parecesse a minha brincadeira, estava correndo atrás do mal.
Não foi fácil conseguir o meu objetivo.


Á medida que os dias passavam, o propósito das minhas idas ao rio já não era mais
praticar a dicção e, sim, derrubar o ninho de vespas.
Passava muito tempo jogando pedras.
Até que, em um fatídico dia, alcancei o que procurava.


O ninho veio abaixo e, em questão de segundos, uma nuvens de vespas voava
atrás de mim.
A única saída foi jogar-me, com roupa, no rio e depois lutar com a correnteza
para não ser levado pelas águas.


Salomão havia descrito centenas de anos atrás o que me aconteceria.
Acho que eu não conhecia esse provérbio e, se o conhecia, não lhe dei importância.
Graças a Deus, o "mal" foi apenas um enxame de vespas me perseguindo.


Certamente, hoje você está à procura de alguma coisa.
A vida é uma procura permanente.
Todos andamos em alguma direção, e os que não andam retrocedem.


A pergunta é:
Para onde vai?
Qual é a direção de sua caminhada?
Procura o bem ou o mal?
Está certo de que o caminho que você escolheu tem como propósito o bem?
Isto é indispensável.
Você não pode sair de casa hoje sem responder com honestidade a essas perguntas,
porque:


"Quem procura o bem alcança favor,
mas ao que corre atrás do mal, este lhe sobrevirá. Prov. 11:27.

Significado dos nomes - A, B e C




A

Abgail - Hebraico
- Significado: Fonte de prazer.


Acácia - Grego
- Significado: Árvore que simboliza a imortalidade.


Ada - Teutônico
- Significado: Próspero.


Adalgisa - Teutônico
- Significado: Lança de nobreza.


Adália - Teutônico
- Significado: Nobre, perfumada.


Adelaide - Germânico antigo
- Significado: Nobre, gentil.


Adele - Forma italiana e alemã de Adélia. (ver Adélia )


Adélia - Germânico antigo
- Significado: Nobre.


Adelina - Diminutivo de Adélia.


Adriana - Latim
- Significado: Da cidade de Ádria.


Agda - Grego
- Significado: Boa.


Aída - Etíope
- Significado: Próspera, feliz.


Alaíde - Francês
- Significado: Linhagem nobre.


Alba - Latim
- Significado: Alva.


Albertina - Germânico antigo
- Significado: Nobre, ilustre.


Alcina - Grego
- Significado: De mente forte.


Alcione - Grego
- Significado: Nome de uma estrela.


Alda - Germânico antigo
- Significado: Rica, velha.


Alessandra - Grego
- Significado: Que resiste aos homens.


Alice - Grego
- Significado: A que não conhece a mentira.


Alícia -Variação de Alice. (ver Alice)


Alma - Latim
- Significado: Bondosa, clemente.


Alzira - Teutônico
- Significado: Ornamento e beleza.


Amália - Teutônico
- Significado: Trabalhadora, persuasiva.


Amanda - Latim
- Significado: Digna de ser amada.


Amapola - Espanhol
- Significado: Bela flor.


Amarílis - Latim
- Significado: Brilhante.


Amélia - Teutônico
- Significado: Trabalhadora, ativa.


Ana - Hebraico
- Significado: Cheia de graça.


Anabela - Inglês
- Significado: Amável.


Anastácia - Grego
- Significado: Ressurreição.


Andréia - Feminino de André (forte).


Ângela - Grego
- Significado: Mensageira.


Angélica - Greco-Latino
- Significado: Mulher perfeita.


Angelina - Variação de Ângela. (ver Ângela )


Antônia - Latim
- Significado: Inestimável.


Anunciada - O mesmo que Anunciata.


Anunciata - Italiano
- Significado: Anunciada.


Aparecida - Cidade onde apareceu a imagem milagrosa de Nossa Sra Aparecida.


Araci - Tupi
- Significado: Mãe do dia, aurora.


Ariadne - Grego
- Significado: Castíssima.


Arlene - Celta
- Significado: Garantia, penhor.


Arlete - Celta
- Significado: Penhor.


Arlinda - Feminino de Arlindo (poderoso como a águia).


Armina - Teutônico
- Significado: Guerreira.


Astride - Sueco
- Significado: Protegida por deuses.


Augusta - Latim
- Significado: Nobre, glorificada.


Áurea - Latim
- Significado: Feita ou coberta de ouro.


Aurora - Latim
- Significado: Madrugada que anuncia novo dia.


B

Bárbara - Latim
- Significado: Estranha, estrangeira.


Beatriz - Latim
- Significado: Aquela que faz os outros felizes.


Bela - Latim
- Significado: Linda.


Belina - Francês
- Significado: Carneirinho.


Belinda - Antigo espanhol
- Significado: Bela, linda.


Benedita - Latim
- Significado: Abençoada, louvada.


Berenice - Grego
- Significado: A vitoriosa.


Berta - Teutônico
- Significado: Brilhante, gloriosa


Bianca - Latim
- Significado: Branca, alva.


Branca - Germânico
- Significado: Luminosa, brilhante.


Brenda - Teutônico
- Significado: Espada ou braseiro.


Brígida - Celta
- Significado: Elevada, a sublime


Brigite - Forma francesa de Brígida. (ver Brígida )


Bruna - Feminino de Bruno (escuro, pardo).


C

Cacilda - Germânico
- Significado: Lança de combate.


Camila - Latim
- Significado: Jovem criada.


Carla - Francês
- Feminino de Charles.


Carlota - Francês
- Significado: Pequena e feminina


Carmela - Hebraico
- Significado: Jardim de Deus.


Carmem - Latim
- Significado: Poema.


Carmelita - Diminutivo de Carmem ou Carmela.


Carol - Forma inglesa derivada de Carlos.


Carolina - Diminutivo de Carla. (ver Carla)


Cássia - Grego
- Significado: Puro.


Catarina - Grego
- Significado: Puro.


Cátia - Grego
- Significado: Forma reduzida de Catarina.


Cecília - Latim
- Significado: Cega.


Célia - Latim
- Significado: Celestial.


Celina - Latim
- Significado: Filha do céu.


Cíntia - Greco-latino
- Significado: Natural de Cinto.


Cibele - Grego
- Significado: A grande mãe dos deuses.


Clara - Latim
- Significado: Brilhante, ilustre.


Clarissa - Variação de Clara.


Clarisse - Variação de Clarissa.


Cláudia - Latim
- Significado: Feminino de Cláudio (o coxo).


Claudete - Diminutivo de Cláudia.


Cléa - Forma feminina de Cleo (glória, fama).


Cléia - Latim
- Significado: Formosa e também nobre.


Cleide - Variação de Gleide. (ver Gleide )


Cleusa - Variação de Creusa. (ver Creusa )


Cleonice - Grego
- Significado: Vitória gloriosa.


Cleópatra - Grego
- Significado: Glória do pai.


Clotilde - Teutônico
- Significado: A que é famosa por combater.


Conceição - Latim
- Significado: Concepção.


Constância - Latim
- Significado: Firmeza.


Constantina - Latim
- Feminino de Constantino (constante).


Consuelo - Espanhol
- Significado: Consolo.


Cora - Grego
- Significado: A criada, a virgem.


Cremilda - Teutônico
- Significado: A que combate com capacete.


Creusa - Grego
- Significado: Dominadora.


Cristiana - Significado: Ungida do Senhor.


Cristiane - Forma feminina de Cristiano (derivado de Cristo).


Cristina - Feminino de Cristino (ungido do Senhor).

E COMO explicar o amor?

Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da terra.
Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, lhes propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou: Esconde-esconde? Como é isso?
- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA.
A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.
Mas nem todos quiseram participar.
A VERDADE preferiu não esconder-se, para quê? Se no final todos a encontravam?
A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar-se.
- Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.
A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.
A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.
A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos - se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim, acabou escondendo-se em um raio de sol.
O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele.
A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.
O ESQUECIMENTO, não recordo-me onde escondeu-se, mas isso não é o mais importante.
Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores.
- Um milhão - contou a LOUCURA, e começou a busca.
A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia.
Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.
Em um descuido encontrou a INVEJA, e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO.
O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago descobriu a BELEZA.
A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se.
E assim foi encontrando a todos.
O TALENTO entre a erva fresca; a ANGÚSTIA em uma cova escura;
a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano);
e até o ESQUECIMENTO, a quem já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde.
Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local.
A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, em baixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas.
Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral.
Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito.
Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos.
A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.
Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra: O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.

Os Sete Eus Um Conto Místico Sobre a Falta de Rumo na Vida Kahlil Gibran

No momento mais silencioso da noite, estando eu deitado semiadormecido, os meus sete eus sentaram-se e assim conversaram, murmurando:

Primeiro Eu:


Aqui, neste louco, habitei todos estes anos, sem nada para fazer senão renovar a sua dor de dia e recriar a sua mágoa de noite. Não suporto mais o meu destino e agora rebelo-me.

Segundo Eu:

Irmão, o teu destino é melhor do que o meu, pois cabe-me a mim ser o eu feliz deste louco. Rio o seu riso e canto os seus momentos felizes e com pés três vezes alados danço os seus pensamentos mais brilhantes. Sou eu quem se quer revoltar contra a fatigante existência.

Terceiro Eu:

E então eu, o dominado pelo amor, a marca flamejante da paixão selvagem e dos desejos fantásticos? Sou eu, o doente de amor, quem se quer revoltar contra este louco.


Quarto Eu:

De entre todos vós, sou o mais infeliz, porque nada me foi dado senão ódio abominável e aversão destrutiva. Sou eu, o eu semelhante à tempestade, o que nasceu nas cavernas negras do Inferno, quem deveria protestar contra servir este louco.


Quinto Eu:

Não, sou eu, o pensador, o eu pleno de fantasias, o eu da fome e da sede, o que está condenado a deambular sem descanso em demanda de coisas desconhecidas e ainda por criar; sou eu, não vós, quem se deveria revoltar.

Sexto Eu:

E eu, o que trabalha, o obreiro que inspira piedade, que, com mãos pacientes, e olhos sonhadores, molda o dia em imagens e dá aos elementos novas e eternas formas - sou eu, o solitário, quem se deveria revoltar contra este louco irrequieto.


Sétimo Eu:

Que estranho que todos vós vos queirais revoltar contra este homem, tão-só porque cada um tem um destino pré-determinado a realizar.

Ah! Pudesse assemelhar-me a um de vós, um eu com um destino determinado! Mas não tenho nenhum, sou o que nada faz, aquele que se senta no nenhures e no nunca mudos e vazios, enquanto vós estais ocupados a recriar a vida. Sois vós ou eu, vizinhos, quem se deveria revoltar?

Quando o sétimo eu assim falou, os outros seis olharam-no com piedade, mas nada proferiram; e à medida que a noite se tornava mais profunda, um após outro foi dormir envolto numa nova e feliz submissão.

Mas o sétimo eu ficou a observar e a mirar o nada por detrás de todas as coisas.

Aprenda a lidar com crianças desafiadoras



Lidar com uma criança com transtorno de oposição e desafio constitui um grande repto para os pais

É comum que crianças com transtorno de hiperactividade e défice de atenção (THDA) apresentem também outros problemas. As patologias que surgem habitualmente associadas ao THDA são os comportamentos de desafio e oposição, ansiedade, transtornos de conduta, tiques e perturbações do humor. Assim, os comportamentos de oposição constituem a maior percentagem de casos.

COMPORTAMENTO de oposição pode evoluir para alterações mais sérias do comportamento, por isso é urgente consultar um profissional

O QUE É E COMO SE MANIFESTA

O transtorno de oposição e desafio (TOD) pode ser definido como um padrão persistente de comportamentos negativistas, hostis, desafiadores e desobedientes observados nas interacções sociais da criança com adultos e figuras de autoridade de uma forma geral, sejam pais, tios, avós ou professores. As crianças com TOD facilmente perdem a paciência, discutem com os adultos, desafiam e recusam obedecer a solicitações ou regras, incomodam deliberadamente os outros, não assumem os seus erros e estão quase sempre irritadas.

Devido aos sintomas mencionados, existe nestas crianças ou adolescentes um prejuízo significativo no funcionamento social e académico. Estão constantemente envolvidas em discussões e são muitas vezes rejeitadas pelos colegas de escola, o que lhes traz problemas ao nível da auto-estima.

Os sintomas iniciam-se antes dos oito anos de idade e esta perturbação apresenta-se, em número significativo de casos, como um precursor do transtorno de conduta, forma mais grave de perturbação disruptiva do comportamento.

A IMPORTÂNCIA DAS REGRAS

Russell Barkley, um dos mais conceituados especialistas na área da hiperactividade, considera que o comportamento de oposição se encontra associado ao transtorno de hiperactividade, sendo este o responsável pelas dificuldades da criança na regulação das emoções. Por outro lado, as famílias de hiperactivos parecem ter elas próprias dificuldade em gerir as emoções, pelo que não conseguem ensinar as crianças como fazê-lo adequadamente. Estas crianças precisam, então, de ser educadas com alguma firmeza, temperada de afecto.

Segundo Barkley, sempre que os pais queiram dar uma ordem devem posicionar-se perto da criança, com voz firme, sem deixarem de ser amorosos, usando o verbo na forma imperativa. De preferência há que olhar directamente nos olhos da criança e, se houver resistência, socorrerem-se de uma discreta pressão física (segurar-lhe no braço, por exemplo). Há que evitar retardar ou desistir de uma ordem quando esta já foi proferida.
O QUE OS PAIS NÃO DEVEM FAZER

O conhecimento de certas estratégias comportamentais pode ajudar muitos pais a corrigirem hábitos que, de uma maneira ou de outra, acabam por contribuir para o aumento da tensão familiar. Vamos referir alguns aspectos que devem ser evitados porque estimulam a desobediência.

• DAR ORDENS À DISTÂNCIA Falar de um quarto para o outro (onde está a criança) é algo completamente ineficaz, pois ela irá manter-se desatenta e sem cumprir a ordem. As ordens têm de ser dadas presencialmente, assegurando-se que ela as compreendeu.

• DAR ORDENS VAGAS Pedir à criança que se comporte “como um bom menino” não clarifica o que se espera e o que não se espera que ela faça. Há que ser o mais concreto possível!

• DAR ORDENS COMPLEXAS Havendo de antemão dificuldade em fixar na memória de curto prazo as actividades a fazer, solicitar a execução de várias tarefas só servirá para tornar a sua realização menos provável.

• DAR ORDENS COM ANTECEDÊNCIA Ordenar a uma criança com TOD que, quando acabar de brincar, tem de arrumar os brinquedos, só serve para interromper o prazer que ela está a ter, já que as ordens serão esquecidas.

• DAR ORDENS ACOMPANHADAS DE MUITAS EXPLICAÇÕES Muitos pais, de modo a evitar parecer autoritários, perdem-se em argumentações sobre as necessidades do cumprimento das ordens. Como a criança não consegue estar atenta durante muito tempo, é bastante provável que no final da explanação do progenitor ela já não se lembre da maior parte do que foi dito.

• DAR ORDENS SOB A FORMA DE PERGUNTA Perguntar”podes ir agora fazer os trabalhos de casa?” deixa um espaço livre para que a criança diga que não. As ordens devem ser claras e assertivas.

• DAR ORDENS EM TOM AMEAÇADOR É frequente que, antevendo a batalha que vai ser travada após uma solicitação, os pais dêem a ordem já em tom de ameaça, como se a recusa já tivesse ocorrido. Assim, a criança vai tender a imitar o progenitor e a reagir no mesmo tom, uma vez que o clima de hostilidade já está instalado.

Um aspecto de enorme importância prende-se com a consistência entre o casal, ou seja, o pai e a mãe devem esforçar-se por ter a mesma atitude, caso contrário essa desarmonia será facilmente detectada pela criança e até usada para manipular os progenitores. Face a este quadro, torna-se muitas vezes necessário um acompanhamento psicológico. O psicólogo pode ajudar a criança a lidar com a frustração e a encontrar canais mais saudáveis de escoamento dos sentimentos de hostilidade, ao mesmo tempo que se torna necessário ajudar os pais a lidar por essa difícil e desgastante tarefa.

A origem do sobrenome - Um breve termo capaz de nos distinguir entre os outros.

“Ei! você conhece o fulano?”; “Que fulano?”; “Fulano de Sousa, Guimarães ou Rocha?”.
Sem dúvida, muitas pessoas já tiveram a oportunidade de desenvolver um diálogo como esses. Contudo, não ache você que os sobrenomes sempre estiveram por aí, disponíveis em sua função de distinguir pessoas que tivessem o mesmo nome ou revelando a árvore genealógica dos indivíduos.

Até por volta do século XII, os europeus tinham o costume de dar apenas um nome para os seus descendentes. Nessa época, talvez pelo próprio isolamento da sociedade feudal, as pessoas não tinham a preocupação ou necessidade de cunharem outro nome ou sobrenome para distinguir um indivíduo dos demais. Contudo, na medida em que as sociedades cresciam, a possibilidade de conhecer pessoas com um mesmo nome poderia causar muita confusão.

Imaginem só! Como poderia repassar uma propriedade a um herdeiro sem que sua descendência fosse comprovada? Como enviar um recado ou mercadoria a alguém que tivessem duzentos outros xarás em sua vizinhança? Certamente, os sobrenomes vieram para resolver esses e outros problemas. Entretanto, não podemos achar que uma regra ou critério foi amplamente divulgado para que as pessoas adotassem os sobrenomes.

Em muitos casos, vemos que um sobrenome poderia ser originado através de questões de natureza geográfica. Nesse caso, o “João da Rocha” teve o seu nome criado pelo fato de morar em uma região cheia de pedregulhos ou morar próximo de um grande rochedo. Na medida em que o sujeito era chamado pelos outros dessa forma, o sobrenome acabava servindo para que seus herdeiros fossem distinguidos por meio dessa situação, naturalmente construída.

Outros estudiosos do assunto também acreditam que alguns sobrenomes apareceram por conta da fama de um único sujeito. Sobrenomes como “Severo”, “Franco” ou “Ligeiro” foram criados a partir da fama de alguém que fizesse jus à qualidade relacionada a esses adjetivos. De forma semelhante, outros sobrenomes foram cunhados por conta da profissão seguida por uma mesma família. “Bookman” (livreiro) e “Schumacher” (sapateiro) são sobrenomes que ilustram bem esse tipo de situação.

Quando você não tinha fama por algo ou não se distinguia por uma razão qualquer, o seu sobrenome poderia ser muito bem criado pelo simples fato de ser filho de alguém. Na Europa, esse costume se tornou bastante comum e pode ser visto alguns sobrenomes como MacAlister (“filho de Alister”), Johansson (“filho de Johan”) ou Petersen (“filho de Peter”). No caso do português, esse mesmo hábito pode ser detectado em sobrenomes como Rodrigues (“filho de Rodrigo”) ou Fernandes (“filho de Fernando”).

Hoje em dia, algumas pessoas têm o interesse de remontarem a sua arvore genealógica ou conhecer as origens da família que lhe deu sobrenome. Talvez, observando algumas características do próprio sobrenome, elas possam descobrir um pouco da história que se esconde por detrás do mesmo. Afinal de contas, o importante é saber que a ausência desses “auxiliares” nos tornaria mais um entre os demais.
Por Rainer Sousa

Salvem as Mulheres - Luis Fernando Verissimo


O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana. Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'. Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

Habitat - Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta - Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Flores também fazem parte de seu cardápio. Mulher que não recebe flores, murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Música ambiente e um espumante num quarto de hotel são muito bem digeridos e ainda incentiva o acasalamento, o que, além de preservar a espécie, facilitam a sua procriação.

Respeite a natureza - Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação... Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso. Não tolha a sua vaidade. É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Só não incentive muito estes últimos pontos, ou você criará um monstro consumista.

Cérebro feminino não é um mito - Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens: a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não confunda as subespécies - Mãe é a mulher que amamentou você e o ajudou a se transformar em adulto. Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem. Cada uma tem o seu período de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida. Trocar uma pela outra não só vai prejudicar você como destruirá o que há de melhor em ambas.

Não faça sombra sobre ela - Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo!

A fábula das três árvores

Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas, disse:
- Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada. A segunda olhou para o riacho e suspirou:
- Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas. A terceira árvore olhou o vale e disse: - Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em DEUS.
Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores pouco ecológicos e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam. Mas lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos!...
Que pena!
A primeira árvore acabou sendo transformada num coxo de animais, coberto de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.
E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em grossas vigas e colocadas num depósito. E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:
 - Para que isso? Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu recém nascido naquele coxo de animais.
E, de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo... A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou a pequena embarcação, o homem levantou e disse: "Paz!".
E, num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o Rei dos céus e da terra. Tempos mais tarde, numa sexta feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela.
Logo, sentiu-se horrível e cruel. Mas, logo no Domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de DEUS e de seu Filho JESUS CRISTO ao olharem para ela.
As árvores haviam tidos sonhos... mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado.
Temos nossos sonhos, nossos planos e por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós; e, quase sempre, somos surpreendidos com Sua generosidade e misericórdia.
É importante compreendermos que tudo vem de Deus e crermos que podemos esperar n’Ele, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós.

ESCOLHAS DE UMA VIDA (Martha Medeiros)

A certa altura do filme Crimes e Pecados,

o personagem interpretado por

Woody Allen diz:

"Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha

massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.

Compartilho do ceticismo de Allen:

a gente é o que agente escolhe ser,

o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que,

ao fazer uma opção,

estamos descartando outra,

e de opção em opção vamos

tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil.

No momento em que se escolhe ser médico,

se está abrindo mão de ser piloto de avião.

Ao optar pela vida de atriz,

será quase impossível conciliar com a arquitetura.

Se é a psicologia que se almeja,

pouco tempo sobrará para fazer o curso de odontologia.

Não se pode ter tudo.

No amor, a mesma coisa:

namora-se um, outro, e mais outro,

num excitante vaivém de romances.

Até que chega um momento em que é preciso decidir

entre passar o resto da vida

sem compromisso formal com alguém,

apenas vivenciando amores

e deixando-os ir embora quando se findam,

ou casar e através do casamento

fundar uma microempresa, com direito a casa própria,

orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras:

viver sem laços e viver com laços.

Escolha.

Morar em Londres ou numa chácara?

Ter filhos ou não?

Posar nua ou ralar atrás de um balcão?

Correr de kart ou entrar para um convento?

Fumar e beber até cair?

Todas as alternativas são válidas,

mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos

ser uma pessoa diferente cada 6 meses.

Ser casados de segunda a sexta

e solteiros nos finais de semana,

ter filhos quando se está bem disposto

e não tê-los quando se está cansado.

Viver de poesia!

No way.

Por isso é tão importante o auto-conhecimento.

Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros,

estagiar em várias tribos,

prestar atenção ao que acontece em volta

e não cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas,

elas têm que refletir o que a gente é.

Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho:

ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota

venham sempre para acrescentar

ao caminho anteriormente percorrido.

A estrada é longa e o tempo é curto.

Quanto menos a gente errar, melhor.

Que você seja feliz com suas escolhas."

Deseje e concretize seus sonhos: sete dicas valiosas


1. Crie um objetivo de vida e escreva como quer estar daqui a cinco ou dez anos, e também como não quer estar. Procure sempre deixar o projeto o mais claro possível - organize as etapas. Escreva em cada uma: o que vai realizar, como vai realizar e quando isso acontecerá. Procure sempre responder três perguntas básicas na elaboração de um projeto: o quê, como e quando.

2. Defina o objetivo do que considera realmente importante para cada área da vida (afetiva, familiar e profissional) e trace uma meta. Ou seja, transforme o compromisso em ação. É importante definir apenas um objetivo para cada área. Foque bem, pois ele será sua linha-mestra.

3. Procure descobrir as razões dos objetivos e deixe-os bem claro. Um exemplo: vamos imaginar que em suas metas você colocou que quer trabalhar no exterior. Neste caso, defina porque quer trabalhar no exterior. Quanto mais clara a sua meta, mais motivação terá para conquistá-la e até superá-la.

4. Quando você tiver as metas definidas, faça uma relação das pessoas que podem ajudá-lo a realizar seu objetivo. Se, por exemplo, tem como meta melhorar a preparação física, escreva o nome da pessoa que vai ajudá-la a chegar lá. Se o objetivo é economizar alguns milhares de reais, então procure um orientador de finanças. Tenha sempre por perto pessoas que vão ajudá-la a realizar o objetivo.

5. Nesta etapa é importante fazer um plano por escrito e deixar na agenda. Eu, particularmente, tenho um mapa de objetivos e metas que compartilho com as pessoas que amo e com as pessoas da minha equipe. Estas pessoas podem me ajudar a realizar o objetivo e buscar os resultados.

6. Escreva todos os dias na agenda as metas traçadas no início do ano e ainda não conquistadas. Isso fará lembrar dos objetivos e trará motivação para alcançá-lo.

7. Na vida, é preciso definir nossas metas. Não se deixe levar pelos atropelos do dia-a-dia. É fundamental estar sempre preparado e aberto para as mudanças e surpresas. Assim, terá maior oportunidade de ter sucesso na conquista do objetivo. Nunca recuse as surpresas da vida. Elas são inevitáveis e fazem com que você não perca o rumo. 
Roberto Shinyashiki

A SABEDORIA DA SRTA. MAYNELL




John Blanchard levantou do banco, endireitando a jaqueta de seu uniforme e observou as pessoas fazendo seu caminho através da Grand Central Station. Ele procurou pela garota cujo coração ele conhecia, mas o rosto não: a garota com a rosa!
Seu interesse por ela havia começado trinta meses antes, numa biblioteca da Flórida. Tirando um livro da prateleira, ele se pegou intrigado, não com as palavras do livro, mas com as notas feitas a lápis nas margens. A escrita suave refletia uma alma profunda e uma mente cheia de brilho. Na frente do livro, ele descobriu o nome do primeiro proprietário: Srta. Hollis Maynell. Com tempo e esforço ele localizou seu endereço. 
Ela vivia em New York. Ele escreveu-lhe uma carta, apresentando-se e convidando-a corresponder-se com ele. 
Na semana seguinte ele embarcou num navio para servir na II Guerra Mundial. Durante o ano seguinte, mês a mês eles desenvolveram o conhecimento um do outro através de suas cartas. Cada carta era uma semente caindo num coração fértil. Um romance de companheirismo. Blanchard pediu uma fotografia, mas ela recusou... Ela pensava que se, realmente, ele se importasse com ela, sua aparência não importaria... 
Quando finalmente chegou o dia em que ele retornou da Europa, eles marcaram seu primeiro encontro - 7 da noite na Grand Central Station em New York. "Você me reconhecerá", ela escreveu, "pela rosa vermelha que estarei usando na lapela". Então, às 7:00 ele estava na estação procurando por uma garota cujo coração ele amava, mas cuja face ele nunca havia visto. 
Vou deixar o sr. Blanchard dizer-lhe o que aconteceu: "Uma jovem aproximou-se de mim. Sua figura era alta e magra. Seus cabelos loiros caíam delicadamente sobre os seus ombros; seus olhos eram verdes como água. Sua boca era pequena; seus lábios carnudos e seu queixo tinha uma firmeza delicada. Seu traje verde pálido era como se a primavera tivesse chegado. 

Eu me dirigi à ela, inteiramente esquecido de perceber que a mesma não estava usando uma rosa. Como eu me movi em sua direção, um pequeno provocativo sorriso, curvou seus lábios. "Indo para o mesmo lugar que eu marinheiro?", ela murmurou. 
Quase incontrolavelmente dei um passo para junto dela, e então eu vi Hollis Maynell. 

Ela estava parada quase que exatamente atrás da garota. Uma mulher já passada dos 50 anos, ela tinha seus cabelos grisalhos enrolados num coque sobre um chapéu gasto. Ela era mais que gorducha, seus pés compactos confinavam em sapatos de saltos baixos. 

A garota de verde seguiu seu caminho rapidamente. Eu me senti como se tivesse sido dividido em dois, tão forte era meu desejo de segui-la e tão profundo era o desejo por aquela mulher cujo espírito, verdadeiramente, me acompanhara e me sustentara através de todas as minhas atribulações.

E então ela parou! Sua face pálida e gorducha era delicada e sensível, seus olhos cinzas tinham um calor e simpatia cintilantes. Eu não hesitei... Meus dedos seguraram a pequena e gasta capa de couro azul do livro que a identificou para mim. Isto podia não ser amor, mas poderia ser algo precioso. Talvez mais que amor, uma amizade pela qual eu seria para sempre cheio de gratidão. 

Eu inclinei meus ombros, cumprimentei-a mostrando o livro para ela, ainda pensando, enquanto falava, na amargura do meu desapontamento: 

"Sou o Tenente John Blanchard, e você deve ser a Srta. Maynell. Estou muito feliz que tenha podido me encontrar. Posso lhe oferecer um jantar?" O rosto da mulher abriu-se num tolerante sorriso: 

"Eu não sei o que está acontecendo", ela respondeu, "aquela jovem de vestido verde que acabou de passar me pediu para colocar esta rosa no casaco. 
Ainda me disse que, se você me convidasse para jantar, eu deveria lhe dizer que ela estaria esperando por você no restaurante de esquina. Me disse que isso era um tipo de teste!" 
Não parece difícil, para mim, compreender e admirar a sabedoria da Srta. Maynell. 
A verdadeira natureza do coração de uma pessoa é vista na maneira como ela responde ao que não é atraente! 

Contos de fadas para mulheres do século 21

1º Conto

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz: Você quer casar comigo?

Ele respondeu: Não!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

2º Conto

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse: Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei- me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: Nem f....

(Luís Fernando Veríssimo)

As prioridades de alguém

Quando eu era garoto, conheci um homem que, para mim,
parecia ser maior que a vida.
Seu nome era Edwin E.Bailey.
Ele dirigia o observatório astronômico do Instituto Franklin, da Filadélfia.
Eu ia ao Instituto Franklin quase todos os sábados, só para passar um pouco
de tempo com ele.
Sua mente enciclopédica fascinava-me.
Ele parecia conhecer um pouco de tudo.
Minha amizade com Ed Bailey durou até o dia em que ele morreu, vários anos atrás.
Fui visitá-lo quando ele esteve internato no hospital, após ter sofrido um grave derrame cerebral.
Na tentativa de conversar sobre algumas amenidades, comecei a falar dos lugares em que fiz
palestras e contei que viera direto do aeroporto para visitá-lo.
Ele me ouviu atentamente e, em seguida, disse-me de maneira um tanto sarcástica:
-Você viaja pelo mundo inteiro para atender pessoas que, daqui a dez anos, não se lembrarão
de seu nome.
Mas não reserva tempo para as pessoas que realmente se importa com você.
A quelas palavras simples me atingiram em cheio e mudaram minha vida.
Decidi, a partir de então, não permitir que meu tempo fosse gasto com pessoas para quem eu
não fizesse diferença, enquanto negligenciava aquelas para quem eu era insubstituível.
Recentemente, um amigo meu recebeu um telefonema da Casa Branca, convidando-o a falar
com o presidente dos Estados Unidos.
Ele recusou, porque prometera passar aquele dia com sua netinha na praia.
O país sobreviveu sem ele, o presidente não sentiu sua falta, e sua netinha passou
momentos preciosos com o vovô.
As prioridades sempre devem ser respeitadas.

OS MACACOS E AS BANANAS

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.
Passada mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.
A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado
pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.
Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto
participado, com entusiasmo, da surra ao novato.
Um terceiro foi trocado e, repetiu-se o fato.
Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui”...
“Você não deve perder a oportunidade de passar esta história
para seus companheiros do trabalho (ou de estudo) para que,
vez por outra, questionem-se porque estão batendo, ou mesmo
porque repetem práticas pedagógicas, currículos ou avaliações
nas quais não acreditam ou desconhecem os objetivos a serem
alcançados.”

Os amigos de sempre

Um homem, seu cavalo e seu cão, caminhavam por uma estrada. Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente. Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição...
A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água.
Numa curva do caminho, avistaram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina.
O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita, guardava a entrada.
- Bom dia, ele disse.
- Bom dia, respondeu o homem.
- Que lugar é este, tão lindo? Ele perguntou.
- Isto aqui é o céu, foi a resposta.
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
- Lamento muito, disse o guarda. Aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho.
Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi aberta.
A porteira se abria para um caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra. À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo.
- Bom dia, disse o caminhante.
- Bom dia, disse o homem.
- Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.
- Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar. Podem beber a vontade.
O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado, ele disse ao sair.
- Voltem quando quiserem, respondeu o homem.
- A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar?
- Céu, respondeu o homem.
- Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
O caminhante ficou perplexo.
- Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar seus melhores amigos..."

Autor Desconhecido

E a raposa...

Existiu um Lenhador que acordava as 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. 
Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. 
Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. 
Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. 
Os vizinhos do Lenhador alertavam que a Raposa era um bicho, um animal selvagem; e portando, não era confiável. 
Quando ela sentisse fome comeria a criança. 
O Lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem. 
A raposa era sua amiga e jamais faria isso. 
Os vizinhos insistiam: 
- "Lenhador abra os olhos ! A Raposa vai comer seu filho." 
- "Quando sentir fome, comerá seu filho ! " 
Um dia o Lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários - ao chegar em casa viu a Raposa sorrindo como sempre e sua
boca totalmente ensangüentada ... 
O Lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa ... 
Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranqüilamente e ao lado do berço uma cobra morta ... 
O Lenhador enterrou o Machado e a Raposa juntos. 
Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar..., mas principalmente nunca tome decisões precipitadas...

Autor desconhecido

TOCANDO EM FRENTE



Ando devagar
Porque já tive pressa
Levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco eu sei
Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
Ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada
Eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora um dia
A gente chega
E outro vai embora

Cada um de nós
Compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
Levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós
Compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz


ALMIR SATER E RENATO TEIXEIRA

A IDADE DE SER FELIZ de Quintana

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.